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Copyright© 2015 - Todos os Direitos Reservados a Drª. Érica Azevedo - especialista em Alergia e Imunologia

Conversando com seu filho sobre a Asma

 

A asma é uma doença crônica que cursa com aquelas famosas crises de chiado, falta de ar e tosse. É um desafio enorme para o paciente e também para seus pais quando se trata de uma criança. Nada é pior do que ver seu filho com aqueles olhinhos caídos e com dificuldade para respirar, ou com aquela tosse que não passa de jeito nenhum. Além disso, a asma frequentemente exige um tratamento contínuo com a famosa bombinha.

 

Tenho muitos pacientes nessa situação e uma das dificuldades que vejo é a não aceitação e desconhecimento da doença. Não é raro vermos a asma sendo chamada de “bronquite” ou “começo de bronquite” como forma de amenizar o diagnóstico. Eu acredito que a melhor forma de lidar com a asma é a conhecendo e aceitando. Reconhecer que asma existe faz com que a gente siga o tratamento corretamente, evitando pioras. Saber os estímulos que desencadeiam a sua crise (triggers) permite que você os evite e saber como ela se manifesta no seu organismo faz com que se inicie o tratamento da crise mais precocemente. Dessa forma, é possível ter um maior controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida.

 

Mas, e no caso das crianças, como proceder? Será que uma criança é capaz de compreender a doença, e mais, reconhecer os fatores que desencadeiam sua crise? Para tirar essa dúvida fui conversar com a dra. Michelle Roza, psicóloga especialista em saúde mental da criança e do adolescente pelo IPUB/UFRJ.

 

Como uma criança pode compreender sua doença?

 

A melhor forma da criança compreender sua doença é a partir do entendimento do diagnóstico por seus pais (ou quem faça essa função) e como eles lidarão com a asma. Por exemplo, após o diagnóstico é importante que não façam da doença um grande evento, um alarde ou mesmo que a asma não seja um impeditivo no dia a dia da criança. Além do mais, todos nós teremos algum tipo de limitação no decorrer da vida. A maneira que lidaremos com essa limitação é o que será importante.

 

Qual a melhor forma de abordar esse tema com crianças pequenas?

 

A criança em qualquer idade consegue entender os sinais que seus pais lhe dão, sejam verbais ou não verbais. O significado que a doença terá dentro dessa família resultará em consequências para a criança. Através do olhar, dos gestos e do comportamento dos pais, as crianças conseguem compreender se está tudo bem ou se algo de muito sério está acontecendo. Os pais são uma forma de “espelhos” para os filhos. Se a criança observa esses pais e os vê desesperados, ela se desesperará também. Se a criança os percebe tensos ou ansiosos, provavelmente também ficará. Os pais são os principais “termômetros do mundo externo” para a criança, especialmente na primeira infância.

 

E com crianças maiores, já em idade escolar, como conversar com elas sobre a doença?

 

A criança é um sujeito que, assim como o adulto, precisa saber o que está acontecendo e o que farão com ela para que a sua ansiedade seja minimizada. Isto se faz necessário em qualquer idade. Um exemplo clássico é o medo de agulhas. A maioria das pessoas mente para as crianças dizendo que não vai doer. As crianças não esperam aquela picada, pois acreditam na fala de quem elas mais confiam, seus pais. Isso as deixa mais assustadas e com mais medo para uma próxima experiência, pois nunca saberão o que esperar. Geralmente, elas choram muito mais pelo susto, pelo inesperado, do que pela dor.

 

Outro fator importante é a forma que o médico lida com seu filho. A primeira pessoa a explicar para ele o que aconteceu e como proceder diante de uma crise terá que ser o médico. Deixar a criança olhar, pegar, experienciar os objetos que terá que manusear em seu tratamento é fundamental. Entender que o seu paciente merece uma explicação, assim como os que o acompanham, também é importante. Quando explicamos para a criança o que está lhe acometendo, com uma linguagem adequada, estamos introduzindo sentido para aquele turbilhão de coisas que a criança não consegue decifrar, aplacando as angústias, os medos e prevenindo sintomas de ordem psíquica para a criança. Em qualquer situação, por mais difícil que pareça, a criança sempre precisa saber a verdade.

 

E quando eles são adolescentes, nessa fase eles costumam fingir que a doença não existe. Qual a melhor forma de abordar o tema?

 

A adolescência já é vista pelos pais como uma fase difícil. Especialmente todas as mudanças que ela acarreta. Os pais precisam crescer emocionalmente junto com seus filhos. Perceber que seus bebês viraram crianças, sobretudo que suas crianças já são adolescentes. Acredito que essa seja a principal razão de situações complexas nessa fase. Quando há algum tipo de resistência ao tratamento é importante procurar ajuda para seu filho ou para seus pais. Psicólogos também fazem orientações de pais e os ajudam a fazer essas passagens tão dolorosas para alguns. A adolescência é um marco importante na vida de uma pessoa. É o momento em que os pais precisam deixá-los voar, mesmo que às vezes seus filhos precisem retornar, até que possam levantar voo outra vez.

 

Dra. Michelle Roza atende em seu consultório na Av. Vicente de carvalho, 1590 sala 216 - Vila da Penha - Rio de Janeiro - RJ

Telefone: (21) 98887-2332

 

 

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