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Copyright© 2015 - Todos os Direitos Reservados a Drª. Érica Azevedo - especialista em Alergia e Imunologia

Alergia a picada de inseto

 

 

Todo mundo quando é picado por algum inseto hematófago (aqueles que se alimentam de sangue) vai apresentar uma reação no local, e não necessariamente essa reação é alérgica. Pode ocorrer devido a liberação direta de substâncias pelos matócitos da pele após interação com os componentes da saliva do mosquito. Esse tipo de reação ocorre poucos instantes após a picada, e caracteriza-se geralmente por uma pápula com halo eritematoso, em outras palavras, aquela bolota vermelha que aparece quando o mosquito pica e vai desaparecer algumas horas após.

 

Contudo, algumas pessoas têm mesmo alergia a picada de inseto (também pode ser chamada de prurigo estrófulo), nesse caso, a reação inicial costuma ser maior, ultrapassando 3 centímetros de diâmetro. Pode ocorrer também inchaço no local da picada, especialmente no rosto. Algumas horas depois, vão surgir pápulas firmes e endurecidas que coçam muito e que levam vários dias para sumirem, deixando muitas vezes uma mancha mais escurecida no local.

 

Esses sintomas são bem mais comuns em crianças que em adultos. A alergia a picada de inseto pode aparecer após 6 meses de vida, mas costuma afetar crianças entre 2 a 10 anos de idade. A boa notícia é que a maioria dos pacientes vai deixar de ser alérgica a picada de inseto até os 10 anos!!!

 

O tratamento se baseia nos 3 “Ps” Prevenção da picada, controle do Prurido e Paciência...

 

Hoje falarei sobre o primeiro P, a prevenção:

 

- As roupas funcionam como barreiras físicas, o ideal é que cubram braços e pernas e sejam de cor clara (as cores fortes atraem os mosquitos).

 

- Evitar o uso de cosméticos com cheiro (cheiros fortes, principalmente florais vão atrair os insetos). Uma vez comprei um protetor solar com cheiro de maçã verde, o cheirinho era uma delícia, só que quando estava na praia tinha que ficar fugindo dos bichinhos, eles ficavam me atacando direto, assim que retirei o protetor, eles pararam de me perseguir, joguei o pote inteiro fora.

 

- Evitar passeios em áreas com infestação de mosquitos.

 

- Telas em portas e janelas também são barreiras mecânicas que são bem úteis.

 

- O uso de mosquiteiros também pode ser muito bom, especialmente para crianças pequenas. É importante lembrar que os poros de telas e mosquiteiros devem ter no máximo 1,5 milímetros, caso contrário algumas espécies de mosquito serão capazes de ultrapassar a barreira. Pode-se também aplicar solução de permetrina a 1% em mosquiteiros e telas, intensificando ainda mais essa proteção. A permetrina tem um bom perfil de segurança.

 

- Manter os ambientes refrigerados com ar condicionado é uma medida altamente eficaz para manter os mosquitos afastados.

 

- Como sempre é frisado nas campanhas anti-dengue, muito importante evitar o acúmulo de água parada que pode servir como local de criação dos insetos. É importante a limpeza do terreno da casa e a retirada de lixo e entulhos onde possa acumular água.

 

- Pode-se também fazer uso de inseticidas elétricos perto de portas e janelas, contudo deve-se tomar cuidado com os dispositivos líquidos pois eles podem ser ingeridos por crianças pequenas.

 

- E é claro, o uso de repelentes tópicos apropriados para a idade.

 

Essas medidas simples são importantes para evitar, além da alergia a picada de inseto, doenças transmitidas por eles, como a dengue, por exemplo, além de evitar as incômodas picadas desses bichinhos que podem ser bem irritantes.

 

No próximo post, explicarei o uso correto dos repelentes de insetos. Aguardem :)

 

Bibliografia:

1) Aires RT e Gourdouris E. Reações a picada de mosquitos. Revista de pediatria da SOPERJ. 2010; XI (2): 4-11.

2) Stefani GP, Patorino AC, Castro APBM, Fomin ABF, Jacob CMA. Repelentes de insetos: recomendações para o uso em crianças. Rev Paul Pediatr 2009; 27 (1): 81-9

3) Prurigo estrófulo – Reação de hipersensibilidade induzida por picada de insetos. Pronap 2014; 17 (2): 74-83

4) Jacob CMA, Patorino AC. Alergia e Imunologia para o pediatra. 1ª edição, 2009

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