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Copyright© 2015 - Todos os Direitos Reservados a Drª. Érica Azevedo - especialista em Alergia e Imunologia

Quem tem medo da bombinha?

 

A asma é uma doença crônica e sem cura, é verdade, mas costuma apresentar excelente resposta ao tratamento. Mesmo assim, não é raro vermos pacientes com crises graves ou com sintomas diários simplesmente por não fazerem a medicação corretamente, ou pior, por medo de fazer a medicação. Então, hoje vamos começar a desfazer esses medos, hoje vamos falar sobre a bombinha.

 

1) O que é a bombinha?

 

A chamada bombinha cujo o nome verdadeiro é inalador dosimetrado, não é, na realidade, uma medicação, e sim um dispositivo para levar a medicação até o pulmão. Ele permite que uma quantidade específica de medicação saia em cada jato.

 

2) A bombinha faz mal?

 

O que pode fazer mal não é a bombinha em si que apenas leva a medicação para o pulmão, mas sim a própria medicação. Qualquer remédio que a gente tome pode ter efeitos colaterais, contudo, os efeitos colaterais das medicações para asma costumam ser passageiros e não graves.

 

A bombinha ganhou essa fama porque uma das medicações de resgate da asma, os chamados broncodilatadores de curta duração, tem como efeito colateral tremores e taquicardia (o coração bater bem rápido), porém esse é um efeito esperado e passageiro que não contraindica a medicação na maioria das pessoas.

 

3) Todas as medicações para asma são feitas com a bombinha?

 

Não. Existem outros dispositivos também eficazes para a administração dessas drogas, como o inalador de pó seco, no qual a pessoa puxa a medicação, que está na forma de pó, para o pulmão, ou o nebulizador já bem conhecido pela maioria das pessoas, cada um tem sua indicação conforme as necessidades do paciente.

 

4) Como devo usar a bombinha?

 

Como já falei outras vezes, fazer as medicações contra a asma sem a técnica correta é a mesma coisa que não fazer nada. Então, se você está fazendo tratamento sem melhora da sua asma, a primeira coisa a fazer é checar se você está usando suas medicações corretamente.

 

A bombinha pode ser usada sozinha ou podemos usar uma câmara expansora, também conhecido como espaçador. O espaçador é muito importante para as crianças que não têm coordenação motora para apertar e aspirar a medicação ao mesmo tempo. Veja o nosso vídeo que ensina a forma correta de usar o espaçador. Em breve colocaremos a forma correta de usar a bombinha sem o espaçador, mas de forma geral, devemos expirar e depois inspirar lentamente no momento em que se faz o jato e segurar o ar por alguns segundos.

 

5) O nebulizador, afinal, é melhor que a bombinha?

 

Essa é uma pergunta de ser respondida, afinal, cada um tem sua indicação, ou seja, em alguns casos será melhor usar a bombinha, e em outros será melhor usar o nebulizador. Contudo, o nebulizador tem algumas desvantagens importantes para o paciente em tratamento de asma. O primeiro problema é o tempo, o nebulizador necessita de muito tempo para fazer a dose total da medicação (pelo menos uns cinco minutos até começar a liberar a neblina que é o início do tratamento), e isso pode ser um problema se estamos, por exemplo, nebulizando uma criança levada, ou se o paciente está em crise. Outra desvantagem é que a dose da medicação não é tão uniforme como com os inaladores dosimetrados. Além disso, o nebulizador é grande e difícil de ser transportando para qualquer lugar. Por outro lado, são bem fáceis de adaptar para crianças pequenas e não precisam de tanta técnica para levar a medicação para o pulmão. Então, cada caso vai ter um dispositivo mais indicado, mas de forma geral, as bombinha têm sido cada vez mais utilizadas no tratamento da asma, inclusive elas vêm substituindo os nebulizadores nas emergências pediátricas, tanto por serem mais baratos como também por apresentar menos efeitos colaterais e eficácia semelhante*.

 

Espero ter ajudado a tirar o medo da bombinha, afinal, contra o medo, a informação é sempre o melhor remédio ;)

 

*

CHONG NETO HJ. J Pediatr (Rio J). 2005;81(4):298-304

DIRCEU J. J Pediatr (Rio J). 2005;81(4):274-6

SOUZA LSF. J Pediatr (Rio J) 1998;74(3):189-204

 

 

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