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Copyright© 2015 - Todos os Direitos Reservados a Drª. Érica Azevedo - especialista em Alergia e Imunologia

Anafilaxia - O que é?

 

Esse ano, os alérgicos e consumidores em geral tiveram uma grande vitória. Esse ano, pela primeira vez, uma ação popular conseguiu que a Anvisa obrigue as empresas a rotular com clareza se um alimento contém ou não 8 dos pricipais alimentos envolvidos em alergias alimentares (leite, ovo, peixe, crustáceos, castanhas, amendoim, trigo e soja). Com isso será mais fácil para os pacientes alérgicos a alimentos identificar se um produto contém ou não o alimento ao qual é alérgico. Se você quiser saber mais sobre o assunto, pode consultar a cartilha de perguntas e resposta da Anisa e também já falamos sobre esse assunto aqui no blog.

 

Seguindo essa tendência, a Asbai (Associação brasileira de alergia e imunopatologia) iniciou um abaixo assinado para que a Anvisa libere a adrenalina auto-injetável no Brasil. Essa medicação é muito importante para os pacientes que apresentam anafilaxia que é uma reação alérgica grave, conhecida popularmente como "edema de glote". Por essa razão escrevo esse post, para explicar um pouquinho de que se trata a anaflaxia.

 

A anafilaxia é definida de forma ampla como sendo uma reação alérgica grave de início rápido e potencialmente fatal. Por ser uma reação alérgica pode ocorrer após ingestão de alimentos, remédios e até mesmo ferroadas por abelhas e marimbondos. Como é uma doença com evolução rápida, deve ser prontamente tratada. No caso da anafilaxia, cada minuto faz diferença. O termo choque anafilático que algumas pessoas usam como sinônimo de anafilaxia é, na realidade, quando a pessoa apresenta uma anafilaxia que evolui para o choque, é importante agirmos antes que isso ocorra.

 

A anafilaxia de forma geral ocorre quando a pessoa apresenta 2 dos 4 sintomas abaixo:

 

1) Sintomas cutâneos (placas de urticária, coceira, inchaço em lábios, língua ou úvula)

2) Sintomas respiratórios (falta de ar, chiado, tosse, estridor)

3) Sintomas gastrointestinais (dor abdominal em cólica, vômitos)

4) Queda do estado geral ou sinais de disfunção em órgãos chave (desmaio, incontinência urinária, hipotonia)

 

Lembrando que o início e evolução desses sintomas ocorrem muito rapidamente. E se alguém que você conhece começa a apresentar esses sintomas de forma abrupta, o melhor a fazer é procurar atendimento médico.

 

O tratamento de escolha da anafilaxia é a adrenalina, uma vez aplicada, de uma forma geral, o paciente responde rapidamente com melhora do quadro. Claro que existem alguns casos mais graves e refratários ao tratamento, especialmente se a pessoas apresenta alguma condição clínica ou faz uso de certas medicações.

 

Depois do primeiro episódio, depois do tratamento da crise, é importante que o paciente procure o alergista, para investigar a causa da anafilaxia. Se por exemplo, o paciente apresentou esses sintomas após a ingestão de camarão, é preciso confirmar o diagnóstico, e principalmente evitar a todo custo ingerir o camarão novamente. Contudo nem sempre isso é fácil...

 

A reação alérgica é dose independente, ou seja, a pessoa pode comer um balde de camarão ou apenas um salgado frito no mesmo óleo em que foi frito o camarão e ter a mesma reação. Assim, o risco de ingestão acidental do alimento envolvido, mesmo com todos os cuidados, é bem maior do que gostaríamos. No caso de alergia a marimbondo ou abelha é ainda mais chato, pois perigo está no ar.  Dessa forma, é preciso que o paciente e a família tenham como tratar prontamente a anafilaxia. E é aí que entra a adrenalina auto-injetável.

 

Ela nada mais é que a adrenalina em uma apresentação que simplifica seu uso, para que qualquer pessoa, mesmo sem treinamento médico consiga utiliza-la. É importante que os pacientes que já tenham apresentado uma anflaxia portem consigo a adrenalina auto-injetável, para que, no caso de uma exposição acidental ao alérgeno, o paciente seja prontamente tratado, caso não esteja perto de algum posto de atendimento médico.

 

Infelizmente, a adrenalina auto-injetável ainda não está disponível no Brasil. O que obriga esses pacientes a terem a adrenalina em ampola e preparar a injeção no caso da reação. Mas vamos combinar, mesmo sendo médico, enfermeira ou dentista, no momento que alguém querido apresenta uma reação grave e possivelmente fatal, é difícil se concentrar para preparar e aplicar uma injeção...

 

Pensando nisso e inspirada pelas mães dedicadas do #poenorotulo que conseguiram que a Anvisa mudasse a regra de rotulação de alimentos, a Asbai iniciou esse abaixo assinado para ser levado a Anvisa para que essa medicação seja liberada no Brasil. Eu já assinei, e você? ;)

 

Para assinar o abaixo assinado é só clicar aqui

 

Bibliografia:

Simons SER et al. World Allergy Organization Guidelines for the Assessment and Management of Anaphylaxis. WAO position paper. 2015

 

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