Alergia a picada de inseto – parte 2: Como usar os repelentes

 

 

No último post falamos sobre as medidas preventivas contra a picada de mosquito. Hoje vou falar sobre o uso de repelentes. Eu decidi fazer um post separado para falar dos repelentes porque acho que essa medida preventiva é a que mais pode trazer dúvidas e tem certos detalhes do uso que acho importante destacar, especialmente em relação ao uso em crianças.

 

A primeira coisa que quero deixar claro é que nenhum repelente é aprovado para crianças menores de 6 meses, embora a alergia a picada de inseto só vá aparecer, na maioria dos casos, em crianças acima dessa idade. Nessa faixa etária devemos utilizar os repelentes de barreira, que foram explicados no post anterior.

 

O repelente funciona formando uma camada de vapor pela evaporação do princípio ativo, gerando odor repulsivo aos insetos sobre a pele. Comprovadamente protege 4 centímetros da área aplicada.

 

Quando aplicamos um repelente, para termos maior eficácia, devemos:

 

- Ser generosos ao aplicar o produto, para que haja uma quantidade suficiente para espantar os mosquitos.

 

- Aplicar o repelente de forma homogênea, lembre-se de que ele só protege até 4 centímetros de distância.

 

- Antes de utilizar um repelente é importante ler o rótulo do produto. Algumas substâncias são aprovadas para crianças menores apenas em baixa concentração e as marcas variam nessas concentrações. Além disso cada produto vai ter orientações diferentes quanto a forma de uso, o tempo de duração e a frequência de reaplicação.

 

Uma vez tendo lido o rótulo, guarde-o para tê-lo no caso de ingestão acidental.

 

- Não utilize o repelente próximo a alimentos, exatamente para evitar a ingestão acidental.

 

- Mantenha o repelente sempre longe do alcance de crianças.

 

- Não permita que a criança aplique o repelente. O produto nas mãos das crianças pode alcançar os olhos ou ser ingerido.

 

- Sempre lave as mãos após passar o repelente

 

- Evite passar o produto perto de áreas de mucosa (olhos, boca, nariz, genitália e períneo) ou lesões de pele.

 

- Se o repelente for em aerossol, o ideal é que o adulto passe o repelente em suas mãos e depois passe na criança.

 

- Para crianças entre 6 meses a 2 anos, devemos aplicar o produto somente uma vez ao dia, de 2 anos a 7 anos devemos aplicar somente 2 vezes ao dia, e entre 7 e 12 anos até 3 vezes. Acima dessa idade pode aplicar conforme orientação do fabricante.

 

- Use o repelente somente nas áreas expostas e nunca sob as roupas.

 

- Não utilizar protetores solares que contenham repelentes. Além de reduzir a eficácia do repelente, os filtros solares devem ser reaplicados com mais frequência que os repelentes, podendo aumentar a toxicidade dos mesmos.

 

- Não durma com o repelente no corpo.

 

- Se suspeitar de qualquer reação procure um serviço médico e leve o rótulo do repelente utilizado.

 

Essas são medidas gerais para o uso de qualquer repelente. Eu não quis, neste post, indicar quais repelentes usar pois existem muitas fórmulas no mercado e cada um vai ter um repelente mais indicado para o seu caso, idade e tipo de pele. Portanto, antes de escolher um repelente é sempre bom discutir com o seu médico qual a marca mais indicada para você.

 

 

 

Bibliografia:

1) Aires RT e Gourdouris E. Reações a picada de mosquitos. Revista de pediatria da SOPERJ. 2010; XI (2): 4-11.

2) Stefani GP, Patorino AC, Castro APBM, Fomin ABF, Jacob CMA. Repelentes de insetos: recomendações para o uso em crianças. Rev Paul Pediatr 2009; 27 (1): 81-9

3) Prurigo estrófulo – Reação de hipersensibilidade induzida por picada de insetos. Pronap 2014; 17 (2): 74-83

4) Jacob CMA, Patorino AC. Alergia e Imunologia para o pediatra. 1ª edição, 2009

Please reload

Em Destaque

Dicas para quem tem asma e rinite – controle do ambiente - Parte 2

1/2
Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Tags
Siga-nos
  • Facebook Basic Square

SIGA-NOS:

  • Instagram Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • w-facebook

Copyright© 2015 - Todos os Direitos Reservados a Drª. Érica Azevedo - especialista em Alergia e Imunologia